segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sacramento do Matrimonio

O movimento ecvc, tem como finalidade congregar casais, inserindo-os na nossa Igreja Católica.


Ao mesmo tempo como movimento de evangelização, vem sempre falando sobre o Sacramento do Matrimônio.


Mais uma vez, postamos aqui, informações importantíssima, sobre o Sacramento do Matrimonio





O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO
Um dos estados de vida que é santificado por Nosso Senhor Jesus Cristo é o estado matrimonial.

Assim como Jesus abençoa um Sacerdote com uma Sacramento especial, assim também abençoa o homem e a mulher que se unem para formar uma família. 

Para isso Jesus instituiu o Sacramento do Matrimônio, ou Casamento.
1) Do Casamento Natural ao Sacramento do Matrimônio
Deus criou nossos primeiros pais como esposos e os uniu para toda a vida. Deste modo, Deus instituiu o casamento natural

Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne (Gn 2,24); 

Quando Jesus veio ao mundo para nos salvar, elevou este casamento natural à dignidade de Sacramento, ou seja, deu a esta união do homem e da mulher um valor sagrado, com as graças correspondentes para a missão que recebem. 

Por isso, São Paulo compara o casamento à união de Jesus Cristo com a sua Igreja, esposa de Cristo. 


Assim como Jesus ama a Igreja e morre por ela, os esposos amam-se e vivem um pelo outro. (Efésios, V,22)
2) O nome e a finalidade do Casamento
Este Sacramento recebe o nome de Matrimônio, ou seja, função de ser mãe, significando a grandeza e o valor da maternidade. 


Onde se diz "maternidade" leia-se "filhos". 


Se os fins do sacramento do matrimonio forem invertidos, abre-se as portas para todas as aberrações e para a destruição da família. Vejam no quadro abaixo as razões:

Diferenças entre o casamento católico e união livre atual
Casamento Católico
União livre
Os dois se unem para formar  uma sociedade, a família. Não é uma soma, mas algo de novo com características próprias.
Os dois se unem para fazer uma experiência em comum. Soma de interesses particulares.
Se é uma sociedade, então a família tem objetivo próprio e os meios para alcança-los.
Não sendo uma sociedade, cada um tem seu objetivo próprio. 


O meio de alcança-lo é o outro. É a origem das brigas e desavenças.
Toda sociedade é voltada para o seu próprio crescimento. Ela busca necessariamente os frutos.
Os interesses particulares de cada um não exigem frutos exteriores. Os filhos são "programados" quando há interesse dos dois em tê-los.
Sendo uma sociedade, solenemente constituída diante de Deus e da Igreja, os dois são obrigados a cumprir as regras do contrato. Daí o bem da Fidelidade.
Não sendo uma sociedade, as regras são puramente pessoais, promessas feitas um ao outro, laços frágeis que se rompem com facilidade. A fidelidade é fictícia.
Toda sociedade supõe a intenção de perdurar no tempo. Daí a indissolubilidade do casamento decretada por Deus.

Uma experiência é em si mesma uma realidade passageira, temporária, mesmo se este tempo chega a ser longo.
Os membros dessa sociedade unem seus esforços e interesses pelos objetivos e frutos da sociedade. É o fundamento do verdadeiro amor.
Os pares unidos experimentalmente se amam por paixão sentimental que é passageira e sujeita a variações. Não é verdadeiro amor por falta de fundamento sólido.
A família é um todo, o casal e os filhos são suas partes. O bem do todo é mais importante do que o bem das partes. Cada um deve renunciar ao seu próprio interesse quando este for contrário ao interesse do todo.

A união sem vínculo matrimonial é um amontoado de interesses particulares impostos como supremos. Mais cedo ou mais tarde haverá choques de interesses.
Quando dois jovens resolvem se casar devem preparar-se com muito cuidado para receber este Sacramento. 



Devem procurar se conhecer para ver se, de fato, estão prontos para viver o resto de suas vidas na companhia um do outro, se existe verdadeiro amor entre eles e não pura paixão sentimental, que logo desaparece. 


Por isso devem rezar, pedir luzes à Deus, ouvir os conselhos dos pais e do diretor espiritual.


Fundando uma nova família com a bênção divina, os dois devem medir a grande responsabilidade que assumem diante de Deus e a grande graça de receber esta missão especial de colaborar com Deus na Criação de novos dos seus filhos, de levá-los à Fé pelo Santo Batismo, de educá-los e amá-los de modo verdadeiro, exigindo sempre o caminho reto e a vida religiosa.

3) O Ministro, a Matéria e a Forma
O ministro do Sacramento do Matrimônio são os próprios noivos. 

O Padre é a testemunha principal, que assiste a este juramento solene que os noivos fazem diante de Deus. Este juramento é um contrato que os dois assinam, pelo qual eles selam esta união para toda a vida, com a finalidade de ter os filhos que Deus quiser lhes dar.
A matéria do Sacramento é a aceitação do contrato.

A forma do Sacramento são as palavras que eles dizem para significar que aceitam o contrato: o "sim".
Como para todos os Sacramentos dos vivos, os noivos devem estar em estado de graça para se casar, de modo a poder receber todas as graças do Sacramento. 


Para isso, devem fazer uma boa Confissão antes da cerimônia e se aproximar da Santa Comunhão juntos.
4) A Cerimônia
O Padre começa fazendo o anúncio do casamento e pedindo que, se alguém souber de algo que impeça os noivos de se casarem que o diga nesta hora, sob pena de pecado mortal.

Depois o Padre lê para o noivo a fórmula do contrato: "Sr. NN aceita a Sra. NN aqui presente como legítima esposa, conforme manda a Santa Madre Igreja, até que a morte vos separe? R/Sim."
Lê para a noiva a mesma fórmula e ela responde o Sim.

Então o Padre cobre as mãos dos noivos com a estola e eles dizem, um depois do outro: "Eu, NN, recebo a vós, NN, por minha legítima esposa (por meu legítimo esposo), conforme manda a Santa Madre Igreja Católica, Apostólica, Romana."

Em seguida o Padre completa: "Eu vos uno no Matrimônio, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém." Benze as alianças e reza as orações finais.
Durante a Missa, o sacerdote dá a Bênção nupcial.

Pelo Sacramento do Matrimônio, Jesus Cristo une os esposos num vínculo santo e indissolúvel, ou seja, que nunca poderá ser desfeito, a não ser pela morte de um dos dois.


 O divórcio é condenado no Evangelho. 


Jesus Cristo instituiu o Sacramento do Matrimônio e quis que fosse indissolúvel, para proteger os filhos e preservar as famílias, base da sociedade cristã.

As famílias católicas, protegidas e fortalecidas pela graça do Sacramento, vivendo pela Fé profunda que os pais transmitem aos filhos, pela oração que todos fazem uns pelos outros e para Deus, tendo o Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora como centro de todos os interesses e atenções, conseguirá atrave

domingo, 24 de julho de 2011

CONFLITOS FAMILIARES

 
A família é um lugar de muitos sonhos, expectativas e dedicação. 

Por isso a família é também um lugar de muito desapontamento, cansaço,mágoa, dor, falta de esperança, confusões por não ver saída e não ter respostas, humilhações, pressão...

Ao mesmo tempo que é um lugar onde temos alegrias também é um lugar de tristezas ou frustrações.

Muitas vezes essas alegrias e tristezas acontecem por nossa causa outras vezes pelas próprias circunstâncias da vida. 

Assim podem vir sobre nós doenças, desemprego, acidentes e tragédias sobre quais não temos controle.

Como podem surgir também falta de cuidado e atenção, infidelidade, desrespeito, manipulação, abuso, entre outras atitudes provocadas por nós ou por membros de nossa família. 
 
O cônjuge que não se importa, bebe ou é infiel. 

Os pais que não se preocupam ou os filhos que desrespeitam, gritam ou não dão ouvidos. 

O sogro ou sogra que interferem no casamento. 

O genro ou nora que não cuida bem do cônjuge.

Enfim, são inúmeras as fontes de conflitos e tristeza familiar. Quer por atitudes ou omissão dos membros da família, quer por dificuldades naturais da vida. Diante delas muitas vezes nos perguntamos:
- Será que é possível lidar com isso?
- Existe alguma alternativa para evitar ou diminuir esses conflitos?

Sim é possível, alternativas para evitar ou diminuir os problemas familiares ou conjugais,o primeiro aspecto importante no tratamento dessas questões é entendermos que não há vida sem adversidades. 

Em João 16.33 Jesus deixa claro para nós que “no mundo teríamos aflições”.

O segundo aspecto é muito importante também: há esperança para nós.

Por isso a mensagem de Cristo sobre as lutas da vida é: “ Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

Visando contribuir para despertar ou fortalecer o ânimo para tratar das tribulações da vida é que desejamos levantar reflexões de alguns aspectos sobre conflito e sugerir algumas ações para evitá-lo ou diminuí-lo.

UMA ILUSTRAÇÃO INICIAL
Era uma família com um pai comerciante um tanto enganador. 

Com uma mãe meio deprimente, ciumenta e manipuladora (Gn 30.1). 

O pai tinha vários filhos de outro casamento. 

Um dos filhos mais jovens era o preferido do papai, uma vez que sua mãe, a paixão do pai, morreu (Gn 37).
O filho mimado vivia “contando coisas de seus irmãos para seu pai”, além de agir com vaidade e orgulho com seus irmãos.

Em reposta a esse comportamento seus irmãs desprestigiados agiram com violência com seu irmão. 

Estes apesar de verem a tristeza do pai, fizeram um pacto de silêncio para esconder sua maldade.

Esses e outros exemplos mostram a realidade da vida ou trama familiar que muitos enfrentam, em regra por causa de atitudes erradas ou inconvenientes dos membros da família.

 Por isso o segundo aspecto importante é entendermos que muitos dos conflitos surgem por nossas atitudes. 

Por nossas escolhas erradas ou por não sabermos lidar com a uma situação.

Acessibilidade


Nos Deparamos todos os dias com escadas, elevadores

inadequados e portas estreitas, principalmente em construções antigas, além de apertadas vagas no estacionamento.

Trata-se de um cenário considerado como normal em uma cidade.
No entanto, esse mesmo cenário exclui um em cada mais de catorze brasileiros com determinados tipos de deficiência física.

Para alterar essa situação é preciso vontade política, face a providências que precisam ser tomadas nos edifícios utilizados pelas diversas esferas do governo, e uma luta contínua no sentido de alterar essas situações nos variados ambientes privados.
 
No ano de 1999, o Ministério da Educação publicou uma Portaria (número 1.679) que obrigava as universidades a se adaptarem para garantir o acesso de todos. 

Apenas pequenas adaptações têm sido feitas até agora, mas sabemos bem que, conforme o caso, a acessibilidade custa caro.

Alterações diminutas, como o rebaixamento de calçadas, de entradas de prédios e de pontos de ônibus não têm custo elevado. 

A construção de rampas, a instalação de elevadores, a abertura suficiente de portas para permitir a passagem de uma cadeira de rodas, a adaptação de banheiros significam despesas bem maiores.

Nos últimos anos, tem-se notado uma preocupação progressiva com as questões de acessibilidade de pessoas idosas e com deficiência física aos espaços, sejam eles de uso público ou não.

Esta mudança de atitude deve-se, em parte a uma alteração substancial de mentalidade, já que, a partir da década de 80, com a conscientização levantada pelo Ano Internacional das Pessoas Deficientes, criado pela ONU, a pessoa com deficiência física passou a ser vista mais sob a ótica da sua eficiência e não tanto da deficiência. 

Pensando assim estamos em nova fase da construção da sede do movimento ecvc, fazendo reformulações nos projetos para adaptar banheiros, cozinhas entradas e saídas, estacionamento e salas de reuniões.

Esta semana inicia esta nova etapa de construção.

Coordenação Geral Diocesana.

Dom Gilberto: Bispo da Diocese de Imperatriz nos convida á Romaria


“Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão” Mt 9,36

Amados irmãos e irmãs 
Graça e Paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!

Em nossa recente carta, lançada em fevereiro passado, nós, bispos do regional, manifestamos nossa preocupação com o “ilusório e equivocado desenvolvimento, entendido de forma redutiva como desenvolvimento exclusivamente econômico – e não na sua acepção integral -, empresários, quadrilhas de colarinho branco, setores do Estado e do Judiciário pisoteiam direitos básicos, transgridem impunemente normas ambientais, desconsideram medidas básicas de prevenção de saúde pública, agridem povos e territórios tradicionais, rios, matas e seres vivos em geral”.

Toda essa realidade deve nos deixar, pastores e ovelhas, preocupados e inquietos: A partir de nossa Fé em Jesus Cristo nosso Salvador, devemos nos perguntar: como anunciar o evangelho nessa realidade tão sofrida e ameaçada? Onde encontrar os sinais do Reino de Deus?

Quando vejo, nossa Igreja a caminho, recupero a esperança: Cristo ressuscitado está ao nosso lado.


 A Campanha da Fraternidade sensibilizou e formou muitos cristãos a respeito do cuidado sócio-ambiental. 


Agora, a Romaria da Terra e das Águas é uma nova oportunidade para juntos celebrarmos a resistência e o protagonismo dos povos e das comunidades que estão sendo atingidas por esta realidade de morte.

Na noite do dia 10 de setembro, em Piquiá-Açailândia, nos encontraremos como Igreja no Regional Nordeste 5, que acredita na vida: nos pequenos, nas comunidades tradicionais, na reconciliação com a criação inteira.
Essas últimas semanas devem ser para nossas Paróquias, comunidades e movimentos, de intensa mobilização e dedicação.
 
Recomendo a todos, a assumirem com carinho os compromissos da Romaria: participem dos grupos de rua e reflexão, convidem muitos outros a participarem também, contribuam com o sorteio de prêmios e nos preparemos para a noite do dia 10 de setembro. Rumemos todos para Piquiá.

Meu desejo é ver cada rosto, cada vida, cada diocesano, no Piquiá no dia 10 de setembro, na certeza de que a Romaria será mais um fragmento do Reino que Deus tanto deseja restaurar junto conosco!
Deus vos abençoe!
Dom Gilberto Pastana
Bispo de Imperatriz

sábado, 25 de junho de 2011

SUB COORDENAÇÃO REGIONAL DE ITINGA







CORPUS CHRISTI



Devoção, amor e fé marcaram a comemoração de Corpus Christi em Imperatriz nesta quinta-feira (23). O tema para reflexão deste ano foi “Jesus, o pão da vida”. A celebração teve início às 18h no estádio Frei Epifânio, seguida de procissão que encerrou às 22h na Praça de Fátima com a bênção do Santíssimo. 



A solenidade que celebra o mistério da Eucaristia foi conduzida pelo bispo dom Gilberto Pastana na presença de padres, diáconos, seminaristas e fiéis de todas as paróquias de Imperatriz. “Vou pregar para essa multidão a necessidade deste Jesus que se apresenta como Deus Vivo e a importância da vida, pois, a verdadeira felicidade não está em bens materiais, mas em Jesus o pão vivo descido do céu”, ressaltou o bispo minutos antes da missa.


Durante a procissão pelas ruas, com velas nas mãos os fiéis caminharam sobre os tapetes coloridos e ricos em detalhes produzidos especialmente para a celebração. Foram feitas três paradas para bênção do Santíssimo Sacramento: em frente a Igreja Matriz de Santa Teresa, Praça da Cultura e Câmara dos Vereadores.


 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

FAMÍLIA TRADICIONAL PROTEGE INTERESSES DA CRIANÇA


Intervenção de Dom Tomasi na ONU

GENEBRA, segunda-feira, 13 de junho de 2011 (ZENIT.org) - “Em consonância com a Convenção que reconhece a essencialidade da família, a Santa Sé acredita que os interesses supremos da criança são servidos em primeiro lugar no contexto da família tradicional.”
Esta foi a afirmação de Dom Silvano Tomasi, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, no último dia 6 de junho, na 17ª Sessão Ordinária do Conselho dos Direitos do Homem, realizada em Genebra (Suíça)..
Os supremos interesses da criança deveriam levar, segundo ele, a uma maior assistência e proteção da própria família, “como grupo fundamental da sociedade e ambiente natural para o crescimento e bem-estar de todos os seus membros, em particular as crianças.”
O representante vaticano elogiou também o rascunho do Protocolo Facultativo da Convenção sobre os Direitos da Criança, o qual, afirmou, “oferece uma palavra de esperança e de incentivo àquelas crianças e jovens cuja inocência e dignidade humana se viram afetadas pela crueldade que está presente no mundo dos adultos”.
“Se todos os Estados, as agências das Nações Unidas, a sociedade civil e as instituições religiosas trabalharem juntas em uma associação mais eficaz, serão capazes de garantir o amor, os cuidados e a assistência àqueles afetados pela violência ou pelos abusos. Mais ainda, será fomentado um mundo no qual estas crianças poderão alcançar seus sonhos e aspirações de um futuro livre de violência”, acrescentou.
O prelado recordou, neste sentido, o apelo que o Papa Bento XVI fez em 2009 à comunidade internacional, para que ofereça “uma resposta adequada aos trágicos problemas vividos por muitas crianças”.
“Que não falte o compromisso generoso de todas as partes, para que os direitos da criança sejam reconhecidos e sua dignidade receba cada vez mais um maior respeito”, concluiu.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Adquira sua camiseta para a solenidade de Corpus Christi

                             
Vá á secretária de sua paróquia e adquira a camiseta para a solenidade de Corpus Christi que será dia 23 de Junho. esperamos ver toda a familia Ecvc nesta linda festa.


QUERIDOS SEGUIDORES!

Estivemos estes dias sem postagens, devido problemas no nosso blog e email. 


Graças a Deus conseguimos restaurar e continuaremos postando novidades apartir de agora.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

IrMÃ DULCE SERÁ BEATIFICADA NESTE DOMINGO

Religiosa brasileira falecida era conhecida como “anjo bom”

SALVADOR, quinta-feira, 19 de maio de 2011 (ZENIT.org) – Ela foi postulada ao prêmio Nobel da Paz em 1988 pelo governo brasileiro. Recebeu visitas de João Paulo II em 1980 e 1991, um ano antes da sua morte. A Irmã Dulce Lopes Pontes será beatificada neste domingo, em Salvador da Bahia, em uma cerimônia celebrada pelo seu arcebispo emérito, cardeal Geraldo Majella Agnelo, em representação do Papa Bento XVI.
“Cada santo é um exemplo de Cristo – disse o purpurado, ao ficar sabendo de sua beatificação -, como no caso da Irmã Dulce, que se dedicou diariamente, ao longo de sua vida, aos pobres e sofredores.”
Pelo seu trabalho incansável com os pobres, mendigos e desamparados, o jornal O Estado de São Paulo a nomeou a mulher mais admirada da história do Brasil.
Sensibilidade frente aos mais necessitados
Seu nome era Maria Rita e ela nasceu em 1914. Tinha 6 anos quando sua mãe morreu, e suas tias se encarregaram da sua criação. Aos 13 anos, uma delas a levou para conhecer as regiões mais pobres da sua cidade, fato de despertou nela uma grande sensibilidade. Assim, aos 18 anos, começou a fazer parte da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde começou a chamar-se Irmã Dulce.
Uma das inspirações para o discernimento da sua vocação foi a vida de Santa Teresa do Menino Jesus: “Acho que sou como o pequeno amor do meu pequeno coração, que, por mais que tenha, é pouco para um Deus tão grande”, escrevia a Irmã Dulce quando entrou no convento.
“A exemplo de Santa Teresinha, acho que devem ser agradáveis ao Menino Jesus todos os atos pequenos de amor, por menores que sejam”, disse aquela vez.
Amor feito obras
Seus pequenos atos de amor se traduziram em grandes obras sociais: a Irmã Dulce fundou a União Operária de São Francisco, um movimento cristão de operários na Bahia.
Mais tarde, começou a refugiar pessoas doentes em casas abandonadas em uma ilha de Salvador. Depois foram desalojados e ela transladou esse lugar de refúgio a um antigo mercado de peixes, mas a prefeitura a obrigou a deixar esse lugar.
O único lugar onde ela podia receber mais de 70 pessoas que precisavam de assistência médica era o galinheiro do convento onde vivia. Este se converteu rapidamente em um hospital improvisado.
Assim começou a história de outra de suas fundações, o hospital Santo Antônio, que foi inaugurado oficialmente em maio de 1959, com 150 camas. Atualmente, recebe 3 mil pacientes por dia.
Hoje, suas fundações são conhecidas com o nome de Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). A instituição funciona como uma entidade privada de caridade sob as leis brasileiras, acreditadas pelo Estado federal e registradas pelo Conselho Nacional do Bem-Estar e o Ministério da Educação.
Dentro dessas obras também se encontra o Centro Educacional Santo Antônio, situado na região de Simões Filho (BA).
Em seus últimos 30 anos de vida, a saúde da Irmã Dulce estava muito debilitada. Tinha somente 30% da capacidade respiratória. Em 1990, começou a piorar e durante 16 meses permaneceu hospitalizada. Lá recebeu a visita do hoje Beato João Paulo II, com quem havia tido uma audiência privada dez anos antes.
Depois, foi transladada ao convento de Santo Antônio, onde morreu em 13 de março de 1992. Milhares de homens e mulheres em condições de extrema pobreza se reuniram para dar-lhe o último adeus, diante dos seus restos mortais.
No ano passado, seu corpo foi transladado à Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde se descobriu que havia permanecido incorrupto de maneira natural.
O milagre para a sua beatificação ocorreu em 2001, quando Cláudia Cristiane Santos, hoje com 42 anos, sobreviveu a uma hemorragia incontrolável logo após dar à luz. O sangramento não cessava, apesar das três cirurgias que lhe foram feitas. Os médicos haviam perdido toda esperança de que sobrevivesse e, quando seus pais pediram a intercessão da Irmã Dulce, em uma corrente de oração liderada pelo Pe. José Almí de Menezes, a hemorragia parou imediatamente.
Este fato foi a confirmação de uma vida virtuosa, centrada na oração e na caridade a partir das pequenas coisas, que neste domingo chega aos altares.
“O amor supera todos os obstáculos, todos os sacrifícios”, dizia a irmã Dulce.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

"O DIA ESPERADO CHEGOU! JOÃO PAULO II É BEATO!"



Bento XVI define-o como “gigante” que restaurou a imagem do cristianismo


CIDADE DO VATICANO, domingo, 1º de maio de 2011 (ZENIT.org) - João Paulo II conseguiu, com a força de um gigante, devolver ao cristianismo seu poder de transformar o mundo e fazer que os cristãos deixassem de ter medo de sê-lo, afirmou hoje o Papa, durante a homilia da cerimônia de beatificação do seu predecessor, na Praça de São Pedro.
Diante de mais de um milhão de peregrinos vindos do mundo inteiro para a beatificação em Roma, o Papa Bento XVI definiu o novo beato como um "gigante", que dedicou sua vida a uma "causa": "Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!".
A grande tarefa de João Paulo II, explicou, foi superar a confrontação entre o marxismo e o cristianismo, devolvendo a este último sua força transformadora da sociedade e realizadora das esperanças dos homens.

DIA DAS MÃES


Por Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro
RIO DE JANEIRO, segunda-feira, 2 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Como prescreve a clássica tradição dos homens a chegada do segundo domingo de maio traz consigo a figura da mãe, e com essa data vem logo à mente o conhecido ditado popular: “Mãe é uma só”.
Comemorar o dia das mães na atualidade é para o comércio uma oportunidade a mais para aumentar suas vendas e ganhos materiais, e favorecido pelas hábeis e eficazes ferramentas publicitárias repete o mesmo sucesso econômico do Natal, da Páscoa, do Dia dos Namorados, do Dia dos Pais, do Dia das Crianças, etc...
Ninguém mais duvida que o mundo consumista moderno é capaz de instrumentalizar as pessoas, fazendo-as peças de uma grande máquina de produtividade, até mesmo quando algumas dessas pessoas têm essa singularidade especial: mãe, uma só mãe, única mãe, querida e amada como uma pessoa inesquecível na vida dos filhos.
Contudo não é só o mundo consumista que instrumentaliza o ser humano, mas sobretudo o mundo da cultura promovida por grupos e organizações internacionais que consideram a maternidade uma situação de injustiça social para a mulher.
‘Mulher-mãe é uma só-fredora’ – o trocadilho não é forçado, mas indispensável dentro do tema –, pois ela limita-se na sua feminilidade, no seu caráter, no seu modo de ser, de pensar ou de viver como mulher emancipada, livre, realizada social e profissionalmente, se ela se decidir pela maternidade responsável e querer ter os filhos segundo um projeto de Deus para a sua família, sem deixar de viver os seus projetos pessoais.
Tantas mulheres conseguem conjugar uma intensa vida profissional, social e cultural, com a sua profunda vida de esposa, mãe e administradora do lar sem se sentirem limitadas.
O consumismo e essa visão reducionista da mulher são dois fenômenos estreitamente unidos entre si, uma vez que o objetivo comum de ambos é a exaltação do puramente material, seja um vestido, um colar, uma profissão, um celular, seja o corpo feminino ou a potencialidade biológica.
A tendência do radical e capilar feminismo que se está injetando nas mentes das mulheres nas últimas décadas é particularmente perigoso para elas próprias e para a sociedade atual e futura.
É o perigo da permanência de um mundo ainda machista, mais degradante do que o anteriormente criado por aqueles homens que, com uma visão míope, só enxergavam a mulher como corpo-objeto e como uma peça indispensável do bom funcionamento da “máquina-casa”.
Há, portanto, uma sombra de machismo presente na cultura do feminismo radical, que se formou a partir de uma projeção exagerada da importância da igualdade dos sexos e que acabou sendo uma enorme e pesada carga sobre as mulheres, que elas acabam levando sozinhas, sem comprometer os homens.
Este fenômeno da hiper-valorização das mulheres não só fora do lar, mas também fora das suas realidades e qualidades próprias, como são: ser esposa, ser mãe, ser administradora, ter uma presença doce e terna, ver com raciocínio direto e pormenorizado, favorecer a união e a concórdia, viver a fortaleza do amor com a suavidade do gênio feminino, etc., conduziu muitas delas para uma situação social sombria. 
As mulheres estão sendo deixadas sozinhas pelos homens, estão sendo abandonadas como objetos descartáveis, e não são necessárias estatísticas sobre o divórcio, sobre famílias monoparentais, sobre idosas abandonadas pela família e que vivem só com acompanhantes, comprovando assim a tese do machismo criado pelo juízo de valor distorcido dado pelo feminismo exagerado à mulher de hoje. 
Os homens estão cada vez mais descomprometendo-se com a sua responsabilidade familiar e social diante da mulher, e o que é pior muitos homens ainda não conseguem admirar a beleza do feminino e continuam enxergando só a perfeição estética feminina e a presença utilitária da mulher ao seu lado. Como poderão ser esposos fiéis, pais dedicados aos filhos, administradores de suas casas, responsáveis pela vida familiar, se suas mulheres consideram-se super-eficientes, super-capazes e super-bonitas fisicamente... em resumo: super-vendáveis?
No casamento, na família, na sexualidade, esse feminismo radical e capilarmente presente na formação das meninas, das adolescentes, das jovens universitárias, vai necessitando cada vez mais de direitos e de leis, muitas vezes contrárias à dignidade e ao papel da mulher na sociedade e no mundo, para que se mantenha um conceito consumista: ser mulher é ser um produto de primeira qualidade premiado nos mais conhecidos concursos ou leilões.
Os assim chamados direitos sexuais reprodutivos, as leis que pretendem estabelecer cotas de mulheres na política e nas empresas, o falso direito ao próprio corpo ou, mais cruelmente, direito a matar o filho dentro do seu seio, os projetos de leis a favor da profissionalização da prostituição ou, mais claramente, à continuidade do comércio feito por homens e mulheres insensíveis ao verdadeiro valor dessas pessoas assim exploradas, o direito que querem dar à livre distribuição de pílulas, de preservativos, o fácil acesso à laqueadura de trompa e à reprodução independente... e tantos outros direitos e projetos de leis, que só vão confirmando a presença de uma cultura feminista ‘anti-mulher’, destruidora da família e da sociedade.
Essa anti-feminilidade presente em muitas propostas desenvolvidas por organismos governamentais e não-governamentais está impedindo ver os dons especificamente femininos presentes nas mulheres, especialmente aqueles que as tornam pessoas, mais atentas e melhores cuidadoras dos outros seres humanos, especialmente daqueles mais vulneráveis.
Daí que a sabedoria presente no ditado popular: ‘Mãe é uma só’ poderia desabrochar num outro dito: ‘Mulher é uma só-lidária’, é a pessoa que no mundo de ontem, de hoje e de sempre, solidifica as relações humanas com sua ternura, sua agudeza de espírito, sua fortaleza no amor e sua presença maternalmente atenciosa e esperançosa.
A comemoração do Dia das Mães reclama na atualidade uma reflexão mais profunda e séria sobre o que é o verdadeiro feminismo e sobre a missão da mulher e da mãe para a família e para a sociedade, pois quem não souber exatamente quem é a mulher nos planos de Deus jamais saberá compreender suficientemente o que é a maternidade em todas as dimensões.
Essa será sempre a missão da Igreja Católica, especialmente num mundo consumista preocupado em ‘vender’ uma imagem da mulher totalmente desfigurada.  Como ela é Mãe dos homens e Esposa de Cristo Redentor, a Igreja fundada por Jesus Cristo sobre a pedra de Pedro enaltece e destaca no Dia das Mães o gênio feminino tão necessário e primordial para a história da humanidade.
O recente Beato João Paulo II, Papa das famílias e da juventude, mencionou o papel fundamental de Maria de Nazaré para a história dos homens quando interpretou as seguintes palavras saídas da sua boca na Visitação a Isabel. “Grandes coisas fez em mim o Todo-Poderoso” (Lc 1,49). Escreveu o Beato Papa: “Estas se referem certamente à concepção de Filho, que é ‘Filho do Altíssimo’ (Lc 1,32), o ‘santo’ de Deus; conjuntamente, porém, elas podem significar também a descoberta da própria humanidade feminina”.
Porém, continua interpretando essa afirmação no sentido de enriquecer ainda mais a feminilidade das mães: “‘grandes coisas fez em mim’: esta é a descoberta de toda riqueza, de todos os recursos pessoais da feminilidade, de toda eterna ‘originalidade’ da mulher, assim como Deus a quis, pessoa por si mesma, e que se encontra contemporaneamente por um dom sincero de si mesma. (...) Em Maria, Eva redescobre qual é a verdadeira dignidade da mulher, da humanidade feminina. Esta descoberta deve chegar continuamente ao coração de cada mulher e plasmar a sua vocação e a sua vida”. (cf. carta Apostólica Mulieris Dignitatem, Beato João Paulo II, 15.VIII. 1988, n. 11)