terça-feira, 31 de agosto de 2010

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 Foi realizado em Itinga-Ma, sob responsabilidade do casal Sub Coordenador regional Dió e Dadá o mini encontro com uma presença muito boa de convidados.
Parabéns aos casais da sub regional de Itinga- Ma e Itinga -Pa, pela belíssima organização pelo empenho  de todos os membros na realização deste evento. Que Deus continue abençoando a todos.

SUB REGIONAL DE AÇAILÂNDIA-MA.


Todos os anos o ECVC em Açailândia realiza a festa das bonecas em homenagem aos pais, e este ano foi realizada no dia 21 deste, e para nossa alegria foi uma grandiosa festa, tivemos muitos elogios e com certeza atingimos o nosso objetivo.E para constatar melhor através de fotos peço a todos que segue este Blog acessar o site www.tamassa.com.br que estão todas lá.

E aproveito a oportunidade para convidar a todos os casais dos grupos ECVC de Açailândia para o nosso grupão no próximo dia 04/09 onde iremos fazer a gincana bíblica. o local é o de sempre. Salão da Igreja São João.  

Um abraço a todos.

Sub coordenação de Açailândia. 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

EVANGELHO COMENTADO PELO PE. CARLO BATTISTONI


De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada



ASSUNÇÃO DE MARIA
Lc. 1,39-56



39 Naqueles dias, Maria se dirigiu a toda pressa para a região montanhosa, a uma cidade da Judéia.

40 Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel.

41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou no seio dela e ficou cheia do Espírito Santo.

42 Então, exclamou em voz alta: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu seio!

43 De onde me vem a felicidade de que a mãe do meu Senhor venha me visitar?

44 Logo que ouvi a voz da tua saudação, o menino saltou de alegria em meu seio.

45 Sim, feliz a que acreditou na realização do que lhe foi dito da parte do Senhor!”.

46 Então, Maria disse: “Minha alma engrandece o Senhor,

47 meu espírito alegra-se intensamente em Deus meu Salvador,

48 porque olhou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada,

49 porque o Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas. Santo é seu Nome

50 e Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre os que o temem.

51 Manifestou a força de seu braço, dispersou os homens de coração soberbo.

52 Derrubou os poderosos de seus tronos e elevou os humildes.

53 Deixou os famintos satisfeitos, despediu os ricos de mãos vazias.

54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se da sua misericórdia

55 - conforme tinha prometido aos nossos pais - para com Abraão e sua descendência, para sempre!”.

56 Maria ficou cerca de três meses com Isabel. Depois voltou para a sua casa.




Aquela a quem o Pai entregou uma parte tão delicada do mistério da salvação, hoje A celebramos sentada ao lado de seu Filho, para sempre mergulhada no coração em que sempre quis estar.

Nela Deus havia confiado; em Deus Ela confiou, e assim pôde tornar-se real o projeto por Deus tão desejado de que o homem, a sua criatura amada, pudesse encontrar para sempre a felicidade e a realização que a sua dignidade exige. Um ato de reciprocidade sem meios termos, que é o início da humanidade nova, a “nova Eva”, ícone da pessoa que começa um caminho novo, o caminho daqueles que são movidos exclusivamente por um ato generoso de confiança desmedida. Em qualquer homem que se põe a caminho no mesmo percurso que Maria trilhou com certeza se realizará o que celebramos hoje: a fusão definitiva de corações que se amam sem medidas.

A dinâmica é sempre muito simples e igual para todas as pessoas que vem ao mundo: Deus propõe, com absoluta liberdade, sem pedir licença, no momento em que menos estamos esperando, diante disto existem sempre duas opções. Podemos desejar “tomar conta” da situação, assim como (por linguagem figurada) o fez “Eva”, que “comeu” o fruto, isto é, que quis apoderar-se do “bem e do mal”, do sentido das coisas; ou podemos também acolher a proposta de Deus com a única certeza de que Ele nos ama e que quanto nos oferece é o “bem”, aquilo que realizará a nossa vida. Trata-se de duas possibilidades, então, de se colocar diante da vida, diante de Deus e do mundo. Uma, que resulta do anseio de encontrar meios e coisas que nos possam dar a felicidade como nós a prevemos ara a nossa vida, outra nasce da decisão de receber como dom gratuito a felicidade como Deus a imaginou para nós.

É só escolher.

Maria escolheu a segunda opção que fez d’Ela o início da humanidade nova, da humanidade que sabe optar generosamente em favor da bondade de Deus. Feliz Aquela que acreditou disse um dia Isabel a Maria. “Feliz aquele de vocês que acredita” nos diz ainda Maria, com terno amor, igual ao da mãe que estimula seu filho a caminhar. Como a Deus, também a Maria pode ser aplicada a bela imagem da águia que incita seus filhotes a voar (Dt. 32,11) para que os filhotes, que têm medo em se arriscar pelos ares que parecem não sustentar a fragilidade de suas asas, olhando para ela se lancem, arrisquem certos de que, em qualquer ocasião que for, se faltarem por uns momentos forças, Ela os carregará com as asas de águia, asas fortes e temperadas pela força que nasce de uma vida vivida em função do Senhor. Foi assim que Ela agiu para com a pequena comunidade dos discípulos amedrontados após a morte de Jesus; incitou, carregou, viveu discreta e firmemente a vocação que Deus Lhe havia confiado desde as palavras do Anjo Gabriel até as de seu Filho na cruz: serás a Mãe. Mãe do Salvador e dos que são salvos, Mãe que sempre ensina a arte de dizer: estou aqui... faça-se em mim... . Deus confiou em Maria, Maria confiou em Deus. E o “céu” se abriu a todos, como uma certeza, possível para cada pessoa. Se tanto Deus confiou em Maria... por quê não acreditarmos nós também com uma confiança semelhante?

A festa da Assunção é a festa do encontro que Deus oferece aos homens e que nos é proposto como antecipação em Maria. Contudo, se ficarmos presos às representações plásticas, será um tanto quanto difícil superar os limites das mesmas e entender o mistério que está escondido por trás das palavras que descrevem a solenidade de hoje.

Vejamos se podemos entender melhor o que o conteúdo desta Solenidade quer nos ensinar com um exemplo.

Todo dia pela oração do “Pai nosso” recordamos a nós mesmos não somente “onde” está Deus, mas, nisto, recordamos também “onde” está a nossa origem, aquilo que faz do homem o homem. É evidente que não se trata de um “lugar”, nem físico nem imaginário; diríamos, antes, que aquele “onde” se identifica com “a condição em que Deus está”, a “esfera divina que não é palpável nem comensurável” assim como o ar é impalpável. O Céu é também o objetivo da busca de todo questionamento existencial e, contemporaneamente, a sua resposta. “Céu” é, a direção daquele sentimento que todos nós experimentamos de um modo ou de outro, o sentimento da forte vontade de transcender a si mesmo, de superar-se ao infinito, sempre mais, onde o parar é já morte. Céu é para nós, cristãos a dinâmica ininterrupta e infinita do amor de reciprocidade. Para melhor entender: creio que todos tenhamos dito e ouvido expressões deste tipo: “onde encontro sentido para...?”, ou: “para onde vai a minha vida...?”; pois então, aquele “onde” é indicado pela linguagem bíblica com a expressão: «céu». Os “céus”, são o “onde” de Deus. É ali que está Deus, naquele “onde” que coincide com as respostas às perguntas existenciais que o homem é obrigado a fazer a si mesmo ao longo da vida, através dos dramas, da alegria, da esperança...

É naquele “onde”, naquele “céu” que Maria buscou ao longo de toda sua vida, naquele “onde” que foi o seu refúgio nos momentos mais difíceis, Deus A encontrou. Ali, Deus não deixou inacabada a obra que começou (Sal. 138,8), em Maria. Ali, no “céu” também completará em todos nós, que começamos a nossa a caminhada de fé, a obra começada, como dirá Paulo, aos Filipenses: Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra em vós, há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus (Fil.1,6). Disto é preciso que nós também estejamos convencidos, pois Deus não trai, não falta à palavra dada, é “justo”, fiel. Esta convicção que parte de um ato de confiança, com certeza poderá dar-nos a força e a esperança que sempre acompanharam a Mãe do nosso Senhor, mesmo naquele sábado cheio do vazio da ausência do Filho morto. O encontro, a fusão entre o desejo de Deus e o de Maria é muito bem expressa com o termo “assunção”. A etimologia da palavra usada para indicar esta convicção profunda da nossa fé, significa “tomar para si”. Encontramos uma expressão análoga no livro de Gênese quanto a Henoc e no 2Livro de Reis em relação a Elias. Com base nisto conseguimos saber também em que consiste então este encontro definitivo entre Deus e Maria, antecipação do nosso encontro. O sentido do encontro consiste então em “tomar para si”, “arrogar”, “reivindicar a propriedade”, enfim: alcançar a finalidade própria do homem que é a consagração que Deus faz da nossa vida uma vez que Lhe deixamos o espaço para agir com a força de seu Espírito, fonte de vida. Deus reconquista aquilo que é Dele, o coração do homem, consagrado pelo amor, dado passo a passo ao longo de uma vida inteira a uma pessoa amada, a um Deus amado acima de qualquer outra proposta. Um coração cheio de dificuldades, mas sem sombras de dúvidas quanto ao amor fiel de Deus. Este é o homem, esta é Maria.

A Assunção é a festa em que Deus levou a cumprimento também o desejo de uam mulher, uma mulher que somente podia entender sua vida como relativa a Deus, uma mulher que a Ele havia consagrado sua existência, para que o Todo-poderoso levasse a cumprimento as maravilhas já operadas desde o início da história do homem.

Maria consigna a Deus o que lhe pertence, Deus consigna a Maria o que Lhe pertence: a vida em plenitude, a fim de que todo homem creia que é possível confiar no Altíssimo.

Que a festa de hoje renove a força da esperança em cada um de nós, nos recorde as raízes da nossa identidade, a fim de que não as esqueçamos e não vivamos a tristeza de quem não se sente realizado. Assim sendo sempre o nosso olhar poderá transmitir a certeza da esperança e a força da confiança que brilhou dia após dia nos olhar da Mãe de Jesus, um olhar de fé certa e de esperança dado como dom a quem não espera mais nada e não consegue mais acreditar em ninguém.

Com a proteção de Maria,
Nossa querida Mãe.
Pe. Carlo

VIGÍLIA COORDENAÇÃO GERAL



VIGÍLIA DA COORDENAÇÃO GERAL REALIZADA NA SEDE DO ECVC 








quinta-feira, 12 de agosto de 2010